Sexta-feira, Fevereiro 17

Prefácio

TEORIA DOS UNIFÓTONS

PREFÁCIO

1 - A CRIAÇÃO DE TEORIAS

.Leis são formas de expressar o comportamento (a interdependência) dos entes supostos por uma teoria.

....As leis de Newton, por exemplo, servem para caracterizar a interação entre corpos usando os conceitos de massa e força.

..Aquele que contesta lei básica da física com sucesso, isto é, com lógica e com fatos irrefutáveis, e cria uma nova teoria, que não fracassa nas situações de fracasso e de sucesso da anterior. É aceito.

2 - A CONTESTAÇÃO DA FÍSICA DE ARISTÓTELES GERA A DE GALILEU

....Aristóteles punha como causa da velocidade a força. Na ausência de força um corpo estaria em repouso.

Se sujeito a uma força maior, um corpo apresentaria maior velocidade.

Mas Galileu observou que o peso dos corpos não afetava o tempo de queda dos mesmos. E deste fato contestou o princípio de que: “corpos sujeitos a uma força maior apresentariam uma maior velocidade”.

Para explicar tal contradição Galileu criou o conceito de inércia. Resistência dos corpos a alterarem seus movimentos.

Os pesos diferentes teriam inércias diferentes. Mesmo sofrendo maior força os mais pesados ganhariam a mesma velocidade em queda, por apresentarem proporcionalmente maior inércia.

Uma nova física surge. A força deixa de ser causa da velocidade e passa a ser da aceleração.

O repouso ou a não alteração da velocidade ocorre quanto não há força resultante atuando no corpo. Surge o conceito de força resultante. Aquela que poderia substituir todas as outras que atuam no corpo. Uma ideia vetorial de força.

Outros cientistas fazem a física iniciada por Galileu atingir enorme sucesso.

3 - A CONTESTAÇÃO DA FÍSICA DE GALILEU GERA A DE EINSTEIN

....Galileu punha a inércia como propriedade intrínseca da matéria. Se um corpo perdesse parte, sua inércia reduziria.

Se um corpo ganhasse matéria, sua inércia aumentaria. A massa (medida da inércia) servia para medir a quantidade de matéria.

Mas Einstein constatou a existência de um limite máximo para a velocidade de entes físicos. A velocidade c. E deste fato contestou o princípio de que: “a massa pudesse ser a medida da quantidade de matéria”.

Para explicar tal contradição Einstein criou o conceito de inércia dependente da velocidade.

A resistência dos corpos a alterarem seus movimentos cresce com a velocidade deles. Quantidades iguais de matéria em diferentes velocidades teriam inércias diferentes. Se um corpo atingisse a velocidade c teria massa infinita.

No eletromagnetismo, ao se utilizar as transformações de Galileu (processo de tradução das descrições físicas de um referencial para outro), as leis físicas dependem do referencial. Nesta forma de tradução, para um referencial em que duas cargas movem pode ocorrer entre elas interação magnética e para outro, em que pelo menos uma delas estiver parada, elas não interagem magneticamente.

Utilizando as transformações de Lorentz (Outro processo de tradução das descrições físicas de um referencial para outro) as leis do eletromagnetismo independem do referencial.

Mas para a validade das transformações de Lorentz é necessário considerar a velocidade da luz como máxima e absoluta, ou seja, não dependente do referencial. E daí aceitar que, no lugar da velocidade relativa da luz, o espaço e o tempo dependam do referencial. Sejam relativos. Einstein preferiu esta alternativa. As transformações de Lorentz fizeram mudar a física, embora para velocidades baixas em relação à velocidade da luz tal mudança seja insignificante.

Surge o conceito de tempo e espaço relativos.

Outros cientistas contribuem para o desenvolvimento da física defendida por Einstein e a leva a enorme sucesso.

Novos conceitos surgiram. Incoerentes com os criados por Galileu e seus seguidores. Além da teoria da relatividade restrita, para os referenciais não acelerados, surgiu a relatividade generalizada, onde os referenciais não precisam ser inerciais para a validade das leis físicas.

4 - OUTRA CONTESTAÇÃO DA FÍSICA DE GALILEU GERA A DE PLANCK

....O desenvolvimento da física de Galileu levou a outra contradição:

Nesta física, também chamada clássica, a energia era uma grandeza continua. Um sistema, por exemplo: um átomo, poderia receber ou ceder energia em qualquer quantidade e sua energia também poderia variar desta forma.

Mas Planck constatou a existência de pacotes de energia na interação entre átomos. Um átomo não emitia nem absorvia frações destes pacotes. Só assim as equações da radiação (transferência de energia através de ondas eletromagnéticas), de corpos negros batiam com a experiência.

E deste fato contestou, para os átomos, “o princípio da forma sempre contínua da energia ser alterada em um sistema”.

Usando a ideia de Planck, Einstein explicou o efeito fotoelétrico, ajudando no desenvolvimento da física de Planck, e firmando o conceito de fóton. Energia em pacotes; onde a energia de um fóton é proporcional à sua frequência e a interação entre os átomos se faz também com emissão ou absorção de fótons.

A interação entre os átomos através dos fótons permitiu, a vários cientistas, uma monumental criação, um avanço extraordinário na forma de ver a natureza; nomeada como física quântica.

Novos conceitos surgiram. Incoerentes com os da física clássica e com as teorias da relatividade.

5 - A FÍSICA MODERNA

....Na teoria quântica a causalidade é probabilística e nas outras físicas determinística.

A causalidade nas teorias da relatividade depende dos referenciais e nas outras físicas não.

Para a relatividade generalizada a causa da aceleração é a estrutura espaço-temporal e nas outras físicas a causa da aceleração é a força.

Temos físicas diferentes (com elementos e lógicas distintas). Estas constituem a chamada física moderna.

6 – A CONTESTAÇÃO DA FÍSICA MODERNA

A NÃO POSSIBILIDADE DE SE OBSERVAR COM MESMO APARATO OU SIMULTANEAMENTE ASPECTOS DE PARTÍCULA E ASPECTOS DE ONDAS NOS SUPOSTOS ENTES ELEMENTARES DA FÍSICA QUÂNTICA

.Como ondas e partículas são de naturezas diferentes os aparatos para observá-las devem ser diferentes.

....Da teoria dos unifótons deduziremos que:

..As partículas elementares geram ondas na matéria e daí são como ondas, pois uma região de uma onda é fonte de onda.

..As ondas na matéria possibilitam emissões e absorções de partículas constituintes de outras e daí são como partículas, pois uma partícula, constituída por outras, é fonte de partículas.

..Então, como partícula geram ondas e ondas ‘geram’ partículas o que se observa é algo com esta natureza dupla e incompatível de onda e de partícula.

..Não se observa a não existência de um dos aspectos. Há, em temos observacionais, um vínculo intrínseco entre os aspectos de onda e de partícula.

....Os entes elementares da física quântica apresentam naturezas antagônicas; quando observados com aparatos para observar ondas são como ondas e não como partículas, e quando observados com aparatos para observar partículas são como partículas e não como ondas.

A natureza destes entes não é interpretável.

....A teoria dos unifótons deduzindo os fatos acima citados explica a natureza bizarra dos entes quânticos.

A NÃO POSSIBILIDADE DE SE OBSERVAR O ESPAÇO E O TEMPO ABSOLUTO

..Algo se aproxima, ou afasta-se de outro, o movimento absoluto não pode ser observado. Não podemos observar um espaço absoluto em relação ao qual se observaria movimentos absolutos. Não podemos observar um referencial privilegiado, onde teríamos um espaço e um tempo absoluto. Não podemos observar um espaço e um tempo absoluto.

....A teoria da relatividade considera a velocidade da luz (onda eletromagnética) como a máxima possível e absoluta. E dai infere a relatividade do tempo e do espaço. No lugar do tempo e espaço absolutos ela coloca a velocidade absoluta da luz.

O que se pode observar é o espaço e o tempo relativos.

....A teoria dos unifótons propõe:

.A existência dos unifótons. Partículas que constituem tudo.

..Ondas que propagam nos entes que constituem tudo, se propagam em tudo, em todos os meios, que é o caso inclusive das ondas eletromagnéticas.

..Os observadores também são constituídos por unifótons. Os observadores não podem ter velocidade superior à dos unifótons que os constituem, pois é absurdo supor o constituído em velocidade maior que os constituintes. Assim, o constituído deixaria suas partes para trás e deixaria de ser.

..Os unifótons apresentam, como veremos no corpo da teoria, velocidades escalares que dependem de suas dimensões e da densidade deles. Mas suas velocidades escalares independem da velocidade dos entes que constituem.

..A velocidade do observador não determina a velocidade dos unifótons e nem a das ondas que movem nestes, pois estas têm suas velocidades determinadas pelas velocidades dos unifótons. E movem neles e não em um meio específico, conforme certa forma de ver; que prevaleceu durante décadas, em um passado não muito remoto.

..A velocidade escalar dos unifótons não depende dos entes constituídos e por isto a direção que o observador (ente constituído por unifótons) se move não afeta a velocidade da luz. Daí considerarmos a velocidade da luz como absoluta e a máxima possível.

..Existe um meio constituído pelos entes elementares –os unifótons- onde ocorrem ondas na maior velocidade possível e com valor absoluta em relação a tal meio.

..Percebemos efeitos dos unifótons e não podemos observa-los. Não podemos observar o meio constituído por eles, mas as ondas em tal meio e o que elas transportam.

..Não podemos perceber o que gera os estímulos, mas apenas estes. O que nos permite ver não pode ser visto. O que nos permite ouvir não pode ser ouvido.

..A teoria dos unifótons explica a base da teoria da relatividade.

..A situação é semelhante à seguinte: Como não podemos ver as coisas distantes no tamanho que as vemos quando próximas, mas menores. Então teorizemos que as coisas mais distantes de nos se tornem menores. Tal teoria poderia ser verificada experimentalmente. É claro. Funcionaria. Só que perderíamos o conceito de tamanho de um corpo como propriedade do mesmo, que passaria a ser também função da distância a que estamos dele. As coisas distantes ficando menores levariam à conseqüência da velocidade de entes mais distantes serem menores. As coisas muito distantes estariam paradas, como de fato nos parecem. Tal teoria distorceria a realidade; a tornaria bizarra e assim ao gosto estranho de muitos.

Os conceitos de teorias diferentes são diferentes (lembre-se dos conceitos diferentes de força nas teorias de Aristóteles e de Galileu).Como a teoria da relatividade restrita atende a uma das condicionantes drástica da física observacional (não se pode observar o espaço e o tempo absoluto) e a quântica a outra (não se pode observar aspectos de partícula e aspectos de ondas de seus entes elementares simultaneamente), elas se completam, permitindo uma correlação destas com fatos observáveis em seus vastos campos particulares. Porém, atendendo a condicionantes experimentais diferentes elas geram conceitos incoerentes. Inconciliáveis. Uma delas não pode conter os princípios da outra. Uma delas não explica a outra. Caso isto ocorresse não teríamos duas, mas uma única teoria geral. O mesmo ocorrendo com a teoria da relatividade "generalizada", que também tem seu campo particular de aplicação.

Por isto, a ciência atual, especialmente a física – por lidar com fatos gerais e básicos diferentes – que distorcem muito e diferentemente a realidade observável, admite incoerências entre suas teorias. Procurar plena coerência nos fatos observáveis é incoerente, pois a condição para observar distorce a realidade.

Há contradições entre teorias as quais se devem a limitações experimentais (caso da teoria quântica e da relatividade) e há outras as quais se devem a limitações teóricas (caso da de Aristóteles e de Galileu).

Teorizamos que o tamanho das coisas não varia com a distância delas até nossos olhos, mas isto é o que observamos. Aqui entendemos que a contradição é por causa de limitação experimental. Já no caso da previsão de Aristóteles, dos corpos mais pesados caírem em menos tempo o que não se verifica, a limitação é teórica. Temos que distinguir a origem das contradições para superá-las em forma coerente. Se tentarmos superar uma contradição experimental com artifícios teóricos, estaremos a criar conceitos deformados e às vezes incompreensíveis; não gerais e inúteis para uma teoria verdadeiramente geral. (Onde não devemos ter uma multiplicidade de conceitos de mesma natureza.) O mesmo não ocorrendo se a limitação for teórica, neste caso sim cabe uma reelaboração conceitual, uma nova teoria. As teorias resultantes de limitações experimentais podem ser utilizadas para previsões e não para interpretações ou como base para criação de teoria mais geral.

Os físicos atuais admitem (por falta de opção) várias incoerências entre suas teorias gerais descritivas da natureza e nisto estão certos, pois tais incoerências são consequências de seus métodos. E, também, devem aceitar e aceitam serem bizarras várias coisas observáveis, pois estas são às vezes muito distorcidas pelas condições experimentais limitantes.

Os físicos justificam a aceitação das bizarrices (do não interpretável) dizendo: é que estamos observando a natureza em outros níveis em que não estamos habituados, mas a natureza é assim. Por outro lado a suposição da simplicidade e da coerência produziu grande progresso na ciência (veja o caso de Copérnico). Julgo que a explicação das bizarrices e das incoerências é o caminho mais honesto e próprio do cientista. Crer ser a natureza interpretável é necessário para a busca de uma teoria geral.

A física atual ou moderna apresenta linguagens objetivas, porém não rigorosas (conceituais), incoerentes, com validades restritas e incompletas; apenas representam, mas não explicam o comportamento da natureza; cuidam do aparente no lugar do essencial.

A física atual tendo como objeto o observável (o evento) então o que mais basicamente limita a observação torna-se o principal, pois a limitação mais drástica é que define as outras. Logo a hipótese mais eficiente é aquela que mais distorce a visão da realidade. Hipótese é uma limitação ampla que define limitações particulares. A escolha do objeto da física define a física. A partir das restrições drásticas à comunicação entre entes físicos e daí também para a observação os cientistas derivam a forma bizarra (distorcida) com que a natureza pode ser observada. Como creem na física atual de maneira não crítica julgam ser bizarra a natureza e não os conceitos, a visão que têm dela. Os físicos atuais, centenas deles, por crerem na física atual, de maneira não crítica (não levando em conta, entre outras, as restrições a ela consideradas acima) procuram, há décadas, desenvolver uma teoria verdadeiramente geral. Tentam conciliar as teorias gerais atuais. Tentam conciliar o inconciliável e, assim, se perdem em teorias complexas e cheias de incoerências. Estão a acumular fracassos. Estão como uma libélula a debater contra uma janela de vidro e sem considerar a razão de seu fracasso.

Sem uma interpretação não temos uma visão do contexto. Não podemos encaixar elementos depois de distorcidos. E muito menos quando distorcidos diferentemente. Sentimos nos faltar o chão. Onde é impossível uma interpretação, como ocorre na teoria quântica, são utilizadas interpretações aproximadas, retiradas, de analogias com a física clássica (a que não utilizava condição extrema à experimentação). O que, neste ponto, é um retrocesso. A física atual não tem uma única teoria geral (apresenta incoerências e não pode ser interpretada).

Agora não basta que uma teoria preveja novas funções não previstas por outras e que não negue algum fato científico como condições para ser adotada. Além destas condições, seus conceitos devem ser inteligíveis e não distorcerem a realidade, pois só assim poderemos ter uma verdadeira teoria geral. Uma física interpretável.

Desta forma, os limites da física atual estão determinados.

7 - A FÍSICA INTERPRETÁVEL - A PREVISÃO E A EXPLICAÇÃO

São as interações entre os entes que geram as funções, as mudanças em suas propriedades e não o inverso.

Uma função é prevista por uma teoria quando é decorrência de seus princípios.

Uma função é explicada por uma teoria quando é decorrência de seus entes postulados ou deduzidos.

De entes elementares postulados podem-se deduzir os entes constituídos.

Uma função pode prever outras e assim ser princípio de uma teoria. Um ente pode explicar e prever funções e assim ser princípio de uma teoria.

Uma função não gera um ente, embora, às vezes leva a supô-lo.

Poderíamos distinguir previsão de explicação assim: o que decorre de um ente é explicação e o que decorre de uma função é previsão.

Um ente gerando funções indiretamente gera previsão. Uma função não gerando ente não gera explicação, mas previsão. Assim, podemos dizer que existem teorias explicativas e teorias não explicativas.

Teoria explicativa é a que parte de ente gerador de suas funções.

Exemplos: teoria das partículas subatômicas, dos fótons, dos átomos, das moléculas. Teoria não explicativa é a que não parte de algum ente, mas de alguma função.

Exemplos: teoria da conservação da quantidade de movimento, da conservação da energia, da conservação da carga, da não redução da entropia, da velocidade absoluta da luz, da equivalência entre massa gravitacional e inercial.

Os entes de uma só natureza geram apenas uma classe de funções. Os entes se distinguem pelas suas funções.

Um ente elementar, isto é, não composto por outros teria natureza invariável.

A natureza dos entes constituídos deriva dos elementos que o compõem.

Os entes, quando não elementares, mas constituídos por outros, apresentam funções que podem variar com variações de suas constituições.

A dedução a partir de entes verdadeiramente elementares e, portanto sem alterações comportamentais, são naturalmente mais simples.

As deduções devem ser dos entes elementares para os estruturados.

A explicação a partir de ente constituído por outros não é básica, pois esse também carece ser explicado.

A explicação, a partir de entes elementares de naturezas diversas, geraria funções diferentes, criaria uma explicação complexa. Funções que "negariam" as regularidades gerais, que é fato experimental; negariam coerências entre as várias funções gerais.

Teorias não explicativas que partem de restrições diferentes à observação geram funções diferentes, criam uma "explicação" complexa, incoerente. Impedindo a existência de uma teoria geral.

As teorias restritivas (não há velocidade superior à da luz, não há criação ou desaparecimento de energia, a entropia do universo não pode diminuir, etc.) são concentrações poderosas de luz que nos permitem prever o que não e o que pode ocorrer experimentalmente. A luz concentrada de um maçarico ofusca a nossa vista e assim a luz difusa do dia não nos é útil.

Os insetos ficam a girar em torno de uma lâmpada acesa durante a noite, mas com a luz do dia eles procuram outros caminhos. Uma teoria que explicasse as restrições gerais seria a luz do dia.

A explicação básica se daria a partir de entes verdadeiramente elementares de uma só natureza e que se distinguissem apenas quantitativamente em suas propriedades. Gerariam funções de uma só natureza, criaria uma explicação simples, coerente. Funções corroboradas pelas regularidades gerais (leis gerais), que é fato experimental. Permitiriam a existência de uma teoria geral interpretável.

A física que explica não só os fatos observáveis, mas que explica as distorções à observação é indispensável. Inclusive na validação da física positivista, ou baseada em fatos.

A teoria mais ambiciosa, mais geral, aumenta nossa capacidade de interpretar, de explicar, de resolver problemas.

A fé absoluta dos cientistas na ciência atual é o que os leva a estagnação, a não produzirem a verdadeira ciência. O pai se reconhece no filho. O cientista faz a ciência e a ciência faz o cientista. Como não crer em uma ciência que descreve o que se observa de uma maneira objetiva e ampla, embora incoerente e bizarra? Quem parte do tronco básico de uma árvore é que tem a possibilidade de atingir todas as folhas. Os galhos secundários não podem levar a qualquer folha; só nas da deles.

Os cientistas têm como atividade desenvolver o entendimento sobre tudo, criar teorias gerais; integrar em teoria mais ampla as teorias particulares; criar paradigmas. Portanto, em princípio não aceitam experiências não explicadas, incoerências em suas explicações, e/ou contradições em e entre suas teorias.

Assim como os ramos não vivem separados das árvores; as teorias parciais precisam das gerais. A interpretação completa, a coerência completa, é uma necessidade de nosso espírito, de nossa técnica, de nossa segurança, de nossa paz. Temos necessidade de comunhão com o mundo por meio de sistemas interiores precisos, seguros e gerais, de teorias gerais.

A falta de explicação, de interpretação, breca o progresso das teorias e da ciência. O que por fim limita a tecnologia em nível mais abrangente.

8 - A CRIAÇÃO DE CONCEITOS E DE DEFINIÇÕES

A criação de definições ocorre a partir de hipóteses – criações de nossa mente e independentes de experiências específicas-, daí não serem distorcidas pela experimentação.

Assim como a ciência deve apresentar uma linguagem objetiva ela também não deve apresentar uma linguagem conceitual, mas uma linguagem baseada em definições; em hipóteses independentes de experiências específicas.

Uma física geral terá de substituir todos os conceitos por definições. Os conceitos por terem uma interpretação semelhante às definições permitirão uma correlação entre tais físicas, uma tradução.

Por outro lado, para termos a previsibilidade total, então não podemos dispensar o trabalho teórico mais ambicioso: a teoria geral da física.

9 - DEFININDO PROBLEMA TEÓRICO E TEORIA

O problema teórico fundamental da Física atual é que suas funções não são interpretadas através de entes elementares hipotéticos de uma só natureza e definidas rigorosamente. Seus entes básicos são experimentais e apresentam naturezas diferentes e variáveis: uns apresentam cargas elétricas e outros não, uns apresentam massa e outros não; ora se revelam como ondas, ora como corpúsculos.

Neste trabalho apresentaremos a solução do problema teórico da Física atual. Inicialmente postularemos e definiremos os entes verdadeiramente elementares: os unifótons. A partir de tais entes explicaremos os princípios gerais, as funções gerais, que independem de estruturas; depois cuidaremos das estruturações das mais genéricas para as mais específicas com suas funções, com seus princípios também dos mais gerais para os mais específicos.

Experiências específicas não criam a teoria dos unifótons, mas são úteis para a checagem dela. O que é possível, pois esta utilizará a linguagem objetiva. A matemática.

ADVERTÊNCIA

Não use, por enquanto, esta teoria em trabalhos escolares; ela pode ainda não ser do conhecimento de seu professor. Sua divulgação, embora pela internet, é recente.

Por outro lado, mesmo que seu professor a conheça, ele pode não a aceitar, uma das razões é que, como no mito da caverna, as pessoas, acostumadas apenas com a sombra das coisas, as consideram verdadeiras e julgam a própria realidade como falsa. Se você dispuser a lê-la estará fora das limitações experimentais da caverna e então não considerará as aparências como realidades.